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Cúpula do G8 é vital para negociações da OMC, diz Mandelson
Terça-feira 05 de junho de 2007 - 11:47 GMT
BRUXELAS (Reuters) - Os líderes que participam da reunião do G8 esta semana têm que aceitar concessões a fim de impedir anos de mais atrasos em um acordo de livre comércio global, disse na terça-feira o comissário de negócios da União Européia (UE), Peter Mandelson.
Segundo ele, a cúpula do G8 na Alemanha é vital para o que acontecerá com as negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
"Os desdobramentos políticos são muito sérios. Acredito que precisamos do envolvimento pessoal e ativo dos líderes das grandes economias para autorizar as concessões a serem feitas por todas as partes, que possam levar a um acordo que seja equilibrado, ambicioso e justo."
Estarão na reunião do G8 líderes de figuras-chave na Rodada de Doha -- Estados Unidos, UE, Brasil e Índia.
Mandelson disse que lamenta os sinais dados pelo Brasil de que estaria preparado para "reduzir sua ambições" para as negociações.
O Brasil declarou que os EUA e a UE não ofereceram cortes suficientes em protecionismo agrícola para justificar grandes cortes em tarifas dos países em desenvolvimento sobre a importação de bens industrializados.
"Se os outros vão diminuir suas ambições, há uma óbvia implicação para a UE também", afirmou o comissário.
Mandelson e representantes do Brasil, EUA e Índia devem se encontrar por cinco dias na Alemanha, a partir de 19 de junho, no que poderá ser uma última tentativa de romper um impasse nas negociações.
Qualquer acordo também terá que ser apoiado pelos 150 membros da OMC.
A Rodada de Doha foi lançada há mais de cinco anos com o objetivo de estabilizar a economia mundial após os ataques de 2001 contra os EUA e para ajudar os países em desenvolvimento a sair da pobreza.
Mas discussões sobre como acabar com barreiras ao comércio, especialmente em bens agrícolas e industrializados, têm prejudicado o avanço da negoc |