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UE aposta em sucesso de cúpula com America Latina e Caribe

07 maiol 2008 - Gazeta Mercantil

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BRUXELAS, 7 de maio de 2008 - Autoridades da União Européia (UE) disseram ontem esperar incutir vida nova nos planos há muito existentes para forjar laços comerciais e políticos mais estreitos com os países da América Latina, na reunião de cúpula que será realizada em Lima, na próxima semana.
Benita Ferrero-Waldner, comissária da UE para Relações Exteriores, disse que o bloco europeu deseja usar a reunião com 60 líderes para incentivar o Brasil, Argentina Venezuela, México e outros países a se unirem à Europa na luta contra as mudanças climáticas.
A comissária também reiterou que a prioridade máxima da UE na América Latina continua sendo eliminar a pobreza.
"É essencial para as duas regiões reconhecer o impacto da mudança climática em nossas sociedades e economias, e em nossas estratégias de redução da miséria", disse Ferrero-Waldner. "Podemos nos transformar em uma força motora mundial se agirmos em conjunto."
A reunião de 16 e 17 de maio será a quinta do tipo entre países da Europa, A. Latina e Caribe, em 10 anos, entretanto os participantes permanecem divididos sobre o tipo de laços que desejam forjar.
E o relacionamento foi afetado nos últimos anos diante das acusações dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, sobre a interferência da Europa nos assuntos da América Latina. Os dois líderes de esquerda permanecem contra a incitação européia para uma cooperação maior na América do Sul. Os dois presidente querem manter à distância as ofertas de livre comércio da Europa, alegando que tais pactos irão sugar da América do Sul suas vastas fontes naturais.
Peter Mandelson, comissário do Comércio da UE, apelou para os países da América Latina para que encontrem vontade política para prosseguir com as negociações sobre acordos regionais de livre comércio com o bloco europeu.
Em Viena, os países da UE e da América Central, incluindo Honduras, Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá, concordaram em iniciar conversações sobre livre comércio. O bloco de 27 países também concordou com negociações similares com quatro países andinos, incluindo Peru, Colômbia, Bolívia e Equador.
Negociações em separado com os países do Mercosul - Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai - tiveram início em 2000, mas foram suspensas em 2004, devido a desacordos sobre a abertura dos mercados agrícolas ao livre comércio.
"Espero que essa reunião reforce nosso compromisso de laços comerciais profundos e de uma economia aberta", disse Mandelson. "É justamente em um momento como este de incerteza econômica mundial, que duas regiões como as nossas devem reforçar o valor das relações de mercado aberto." (Dow Jones Newswires - Gazeta Mercantil)