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Lula prometeu mais flexibilidade na OMC

Veja on line - 27 de Setembro de 2007

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu flexibilizar as negociações da Rodada Doha, abrindo caminho para novo acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC). A posição americana foi apresentada no encontro de segunda-feira entre Bush e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os presidentes conversaram por cerca de uma hora, no hotel Waldorf Astoria, em Nova York. Lula também prometeu trabalhar para chegar a um acordo.

Em declarações aos jornalistas depois do encontro, os presidentes mostraram otimismo sobre a chance de avanço sobre Doha. "Eu garanti ao presidente que os Estados Unidos mostrarão flexibilidade, particularmente na questão de produtos agrícolas, para ajudar a chegar a um resultado", disse Bush, que falou pela primeira vez em reduzir os subsídios agrícolas de seu país. "O Brasil quer fazer o que for necessário para fazer um acordo", disse o brasileiro.

Lula lembrou, porém, que é preciso "convencer a China, a Índia, a África do Sul, o México, a União Européia e o Japão", citando os outros grandes protagonistas da rodada comercial. "Se isso acontecer, poderemos chegar a um resultado." Apesar das dificuldades, Lula disse que espera um acordo para "os próximos dias". "A demonstração de vontade política do presidente Bush e a minha é um sinal de que ninguém é o dono da verdade", disse ele em seguida.

Culpa - Lula também discutiu a rodada comercial em outro encontro importante, com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. No encontro com Bush, além de Doha, os presidentes conversaram sobre a questão ambiental. "Todos nós temos responsabilidade", disse Lula, que costuma cobrar dos países ricos uma ação mais radical contra os efeitos do aquecimento global, já que essas nações poluem mais. "Não se trata de ficar procurando quem é culpado."