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Mercosul, trampolim para o desenvolvimento

A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai assinaram em 26 de março de 1991 o Tratado de Assunção, criando o Mercado Comum do Sul, MERCOSUL, que constitui o projeto internacional mais relevante com o qual estão comprometidos esses países.

Decorridos mais de 10 anos da assinatura desse tratado, o MERCOSUL representa hoje um agrupamento regional economicamente viável e politicamente estável que tem sabido aproveitar os ensinamentos e as oportunidades da globalização e, assim, atraído, cada vez mais, o interesse de todo o mundo.

Os quatro países do MERCOSUL compartilham seus em busca da consolidação da democracia, da segurança jurídica, do combate à pobreza e do desenvolvimento econômico e social com eqüidade. Por esse motivo, o acordo é antes de tudo um trampolim para o desenvolvimento da região como um todo e ampliação das dimensões dos respectivos mercados nacionais por meio da integração.

O foco primordial dessa iniciativa está vinculado à livre circulação de bens, aos serviços e fatores produtivos, ao estabelecimento de uma tarifa externa comum e à adoção de uma política comercial comum, à coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais e à harmonização de legislações nas áreas pertinentes.

Três anos depois do Tratado de Assunção, mas um passo foi dado para a realização desse projeto. Em dezembro de 1994, na Reunião de Cúpula de Presidente, em Ouro Preto, aprovou-se um Protocolo Adicional - o Protocolo de Ouro Preto - pelo qual se estabelece a estrutura institucional do MERCOSUL, dotando-o de personalidade jurídica internacional.

A partir de 1996, com a Declaração Presidencial sobre Compromisso Democrático no MERCOSUL e o Protocolo de Adesão da Bolívia e do Chile, a política comercial comum avançou com a adoção de ferramentas que regem a zona de livre comércio e a união aduaneira que caracterizam hoje o MERCOSUL, encabeçados pela Tarifa Externa Comum.


Política


O MERCOSUL representa o mais importante acordo político alcançado na região. Sua "rede de segurança política" gera as regras do jogo necessárias para que as inter-relações econômicas e comerciais existentes sejam desenvolvidas plenamente. Além disso, o aprofundamento de vínculos econômicos e políticos permitem uma ação conjunta, evitando fragmentações na região da América do Sul.


Um novo cenário

Elaborado como uma união aduaneira, o Mercosul promoveu mudanças econômicas profundas na região: compromisso conjunto das políticas comerciais nacionais; criação de uma tarifa externa comum; acordo para eventuais modificações dos níveis de produção dos setores produtivos; fortalecimento dos processos de abertura e inserção nos mercados mundiais; inclusão da região em uma agenda estratégica do comércio internacional; investimentos nacionais e estrangeiros.

Uma das grandes virtudes do MERCOSUL é ter conseguido que o processo de negociação fosse realizado sobre bases realistas, razoáveis e flexíveis às realidades dos quatro países. As negociações desenvolvidas durante os últimos meses e os acordos alcançados põem em evidência esta afirmação. Todos os países buscam defender seus principais interesses e, ao mesmo tempo, precisam levar em consideração os problemas e realidades dos demais sócios.

Isso permitiu aos seus países-membro um exercício de negociação árduo, transparente e solidário que só trouxe oportunidades de desenvolvimento a todos os envolvidos. Afinal, o Mercosul manteve uma agenda particularmente de negociações comerciais com terceiros países ou grupos de países, uma vez que o próprio acordo é resultado de uma concepção de iniciativa aberta ao exterior.

Para mais informações, verifique diretamente nas fontes deste texto:
http://www.mercosul.gov.br/textos/default.asp?Key=7
http://www.mercosul.org.uy